Muitas das pessoas que não realizam seus sonhos dizem que é pela falta de dinheiro. No entanto, o que não percebem é que o problema não é o quanto se ganha, mas o quanto se gasta.

Independentemente de quanto você recebe por mês, o fator determinante para concretizar os seus planos é a forma como administra o seu dinheiro. E a melhor forma para entender este processo é fazendo um orçamento doméstico, que nada mais é do que fazer uma fotografia da sua vida financeira atual, para, a partir disto, visualizar as formas para realizar os seus sonhos, aumentar os investimentos, melhorar a qualidade de vida, etc.

Não importa o meio, para começar você precisa enxergar a sua fotografia financeira, que é o resultado de quanto você ganha menos o quanto você gasta.

Para fazer isto, imagine que você irá comparar duas fotos. A primeira tem tudo que você ganha (receitas) e a segunda tem tudo o que você gasta (despesas – que poderão ser fixas, variáveis ou opcionais), comparando as duas, você conseguirá observar as diferenças e identificar alguns ralos por onde o dinheiro escorre, o quanto falta para viver aquele grande sonho ou se já está pronto para realizar os seus projetos e, com base nisto realizar um planejamento para seguir adiante.

O importante é conseguir enxergar em qual dos perfis abaixo você se encaixa para, a partir daí começar a tomar as decisões financeiras necessárias para atingir os seus sonhos, a ver:

* Gasto mais do que ganho

Cuidado! Você é o chamado “endividado”. Se você está nesta situação reavalie as suas contas, organize sua vida financeira (seja através da redução de gastos ou através de aumento de receitas), identifique os seus erros e vá passo a passo buscando a situação ideal (se precisar de ajuda confira a matéria: o que te leva a gastar?).

* Estou no zero a zero

Siga para a próxima casa! Você está na situação chamada de equilíbrio, na qual as receitas são suficientes para cobrir as despesas, mas não sobra dinheiro ao final do mês, embora positivo, por não ser uma situação de endividamento, o risco de se manter nesta casa por muito tempo é elevado pois não há margem para situações de emergência nem para realização dos sonhos, por isto, reavalie seu orçamento e verifique como pode torná-lo positivo.

* Gasto menos que ganho

Parabéns! Você está na chamada situação ideal o que te dará margem para a criação de uma reserva para emergências e investimentos para a realização de projetos futuros. Mas cuidado, observe se não está avarento demais. O ideal é que haja sobra, mas é necessário aproveitar os momentos da vida para não adoecer ou perder o sentido das ações diárias.

Mas como fazer o acompanhamento?

Existem ferramentas disponíveis para auxiliar na construção e administração do seu orçamento. Para quem gosta de planilhas, é possível encontrar na web uma série de modelos diferentes, que podem nortear a administração dos seus recursos.

Já para quem é fã de aplicativos, basta uma simples busca nas plataformas de download de apps para encontrar diferentes opções.

Também é possível criar anotações em um caderninho, garantindo o controle de tudo o que foi gasto.

O importante é saber que o orçamento é um caminho para a concretização da acao, e que sem ação, sonhos são apenas sonhos.

Porém, quando você sabe onde quer chegar, tem um plano e entende quais são as ações necessárias para isso, sonhos se transformam em projetos de vida e a realização passa a ser uma questão de tempo. Então porque não tentar?

Ah! Mas não esqueça:

O acompanhamento do orçamento deve ser feito periodicamente. O ideal é estabelecer uma regra que funcione para você, pode ser semanal, quinzenal, mensal. O importante, no entanto, é que não seja uma periodicidade muito longa, para que você evite cair em armadilhas de consumo ou de investimentos e prejudique o bom andamento dos seus sonhos.

É importante destacar também que, o início pode ser algo complicado e por isto, criar uma rotina ajuda a fazer deste processo algo natural.

E, se o começo for muito complicado, peça ajuda e não se sinta sozinho.

De acordo com o estudo Investment Phobia, da Universidade de Cambrigde, 50% das pessoas tem aceleração significativa do ritmo cardíaco quando lidam com suas contas pessoais, sendo que, dos pesquisados, 11% sentem mal estar físico, como dores de estômago e de cabeça, quando precisam lidar com o próprio dinheiro e 15% evitam transtornos como abrir envelopes bancários ou acessar frequentemente contas bancárias via Internet. Sem contar que, 23% das mulheres e 18% dos homens ouvidos no estudo foram diagnosticados como portadores de fobia financeira, semelhante às fobias mais conhecidas como fobia de insetos e de altura.