Muitos querem ter sucesso, mas poucos efetivamente lutam para tê-lo. Porque? Porque dá trabalho e, na minha humilde opinião, requer uma dose de loucura.

Porque loucura? Imagina que para fazer diferente você precisa: contestar a física que dizem que tendemos a ficar no mesmo lugar; contestar a história que dizem que tendemos a repetir os padrões; contestar a matemática que diz que 2+2 sempre serão 4.

Já brinquei com alguns amigos que eu devo ter algum probleminha porque confesso que abria o peito e ia para cima sempre que desejava verdadeiramente algo e, foi assim que construí a minha vida.

Apanhei muito e continuo apanhando, mas, com resiliência passei a entender que, sem isto, eu talvez estivesse fazendo mais do mesmo, com os mesmos resultados e sem nenhum diferencial nem para mim, nem para quem passa pela minha vida.

Então o que fiz para chegar ate aqui:

  • Com 13 anos, decidi fazer colegial técnico em administração e ouvi que isto não era para mulher. Mas fiz!
  • Aos 15 anos, decidi que seria economista e ouvi que faculdade não era para quem havia feito escola pública. Mas estudei e consegui bolsa de 100% em um curso preparatório e passei em uma das 5 melhores faculdades de economia de São Paulo!
  • Aos 17 anos, entrei na faculdade e ouvi que estágio bom era apenas para quem tivesse fluência em outro idioma ou vivência internacional. Mas consegui entrar em uma grande empresa sem nada disto!
  • Aos 19 anos, estagiando, ouvi que apenas no final da faculdade as pessoas eram efetivadas. Fui efetivada um ano antes de terminar o curso!
  • Aos 22 anos, ouvi dizer que era muito difícil ser promovida por ser mulher em uma instituição financeira. Mas fui promovida em média a cada 2 anos.
  • Aos 30 anos, ouvi dizer que economia e investimento era coisa para homem e mais velho, mas era ouvida pela diretoria e respeitada em minhas opiniões.
  • Aos 32 anos, fui mãe e ouvi que não teria a mesma produtividade, mas tive minha nota de avaliação de desempenho rebaixada porque fui superior aqueles que não eram mães ou pais.
  • Aos 34 anos, fui mãe novamente e ouvi que ela não teria tempo para mais nada. Mas passei, de primeira, em uma certificação que apenas 20% dos candidatos são aprovados e que a prova dura 8 horas. Os que não tinham o meu “problema” não passaram.
  • Aos 35 anos, ouvi que o que eu havia estudado a vida inteira era bobeira. Mas foi o material que eu desenvolvi que foi destaque em um grande evento de Finanças e teve grande repercussão na imprensa e a partir daí ouvi muita gente dizendo que falaram deste assunto a vida inteira.
  • Aos 36 anos, ignoravam o que eu fazia, mas se incomodavam porque dei algumas entrevistas para jornais e revistas e passava a ser procurada mais fortemente para processos de coaching e mentoria, além de ser respeitada por diversas áreas e cargos como referência no assunto que eu cuidava enquanto empregada registrada.
  • Aos 37 anos, ouvi de um ”chefe” que a responsabilidade do dinheiro era do homem e que eu deveria se preocupar em cuidar dos filhos, então, como economista comportamental, educadora financeira, mãe, coach e CFP®, virei empresária, fundei a RICO FOCO e comprei uma franquia da Sociedade Brasileira de Coaching, ajudando assim inúmeras mulheres a entenderem que dinheiro é coisa de todos e que mulher pode ser o que ela quiser e ganhar o quanto desejar ganhar, não importando o que os outros disseram.
  • Também aos 37 anos tive a honra de ser convidada por uma referência da psicologia econômica no Brasil para participar da publicação de um artigo como co-autora no Congresso Internacional de Psicologia Econômica de Londres (daquele assunto que era bobeira), também como co-autores tem grandes nomes das finanças pessoais aqui no Brasil.
  • Ainda aos 37 passei a trabalhar o empoderamento econômico e empoderamento feminino, auxiliando dezenas de pessoas a abrirem o peito e tomarem as rédeas do seu negócio e da sua vida. Trabalhando empoderamento econômico e financeiro de casais, empoderamento de vida e financeiro de pessoas que separaram e não tinham ideia do que fazer dali em diante organização financeira de endividados e sonhadores, direcionamento de vida e carreira. Sem falar das minhas amadas empreendedoras que queriam ter negócios lucrativos para viveram do que sempre desejaram e que estavam com dificuldade em enxergar o que efetivamente estava acontecendo e o que poderiam aperfeiçoar.

E assim, rumo aos 40 anos, minha história se mistura à de inúmeras empreendedoras e mulheres que batalharam e batalham a cada dia pelo seu espaço, para superar os nãos, as culturas impregnadas e os medos criados. Não fui ou sou mais especial, somente luto diariamente para ser a minha melhor versão, por mim e por todos que passarem pelo meu caminho.

Sou mãe, esposa, filha, empreendedora, mulher, amiga, nora, prima, cunhada. Louca amante da vida que acredita que se é para ser feliz que seja agora e aqui, por isto, olho para frente, ajo no presente e aprendo com o passado para que eu, minhas clientes e qualquer pessoa que passar do meu lado tenha o prazer de dizer: eu vivi não apenas sobrevivi!

E, foi assim que cheguei até aqui.