Não tem jeito em um mundo super conectado e com informações para todos os lados os nossos projetos pessoais e de negócios acabam passando o tempo inteiro por uma avalanche de questionamentos. E, em 99,99% dos casos somos nós mesmas que os questionamos.

O problema, no entanto, não é o questionamento, são as respostas.

As respostas, dependendo de para onde você está olhando pode te levar a desistir.

Eu mesma já pensei nisto algumas vezes. Mas, o fato é: porque disto?

Porque parece que quando vamos pesquisar caminhos o nosso parece o único diferente e improvável. Parece que todos estão sempre sorrindo e cantando e com seus negócios dando certo desde o primeiro segundo.

Mas a verdade é: as pessoas acabam contando apenas a parte do sucesso e esquecem-se de contar os momentos de choro, de luta, de desespero. As portas na cara, as contas vermelhas, as dívidas, as brigas…

Sabe, isto tudo existe em 100% dos casos.  Mas o fato é: o que vende é a parte do sucesso lindo e contínuo. E sabe porque? Porque infelizmente as pessoas ainda compram “fórmulas mágicas” e “unicórnios”. Logo, se você buscar rapidamente será isto que vai encontrar.

Mas, na vida real,  a história é bem diferente.

Veja o caso do Netflix – empresa que surgiu apenas para “entregar DVD’s direto na casa das pessoas” hoje tem mais de 130 milhões de usuários, representa mais de 10% do conteúdo assistido apenas nos EUA e, em suas produções próprias atinge mais de 40 milhões de visualizações e está presente em 190 países.

A história linda que contam é que um dos fundadores ficou bravo por pagar multa por atraso de um aluguel de DVD e abriu o Netflix que alcançou o mundo. Ponto final.

Mas veja a história real (coletada em inúmeras entrevistas e matérias sobre a empresa):

ELES FORAM MOTIVO DE CHACOTA, INCLUSIVE NA FAMÍLIA, MAS ACREDITAVAM TANTO NA PROPOSTA QUE NÃO DESISTIRAM

“Os caras da Blockbuster literalmente riram da nossa cara”

“Aí eu cheguei em casa e meus filhos disseram: ‘pai, esta é a história mais imbecil do mundo’. Falei com os outros fundadores e eles disseram ‘é, meus filhos disseram o mesmo'”, lembra Lowe, um dos fundadores da Netflix

NÃO TINHAM UM MODELO PERFEITO E ESCALÁVEL ANTES DE LANÇAR A EMPRESA

* 1997 – abriram uma loja (física) para estocar os DVD’s que entregariam em casa para as pessoas. Os clientes pediriam pela internet, receberiam pelo correio e não pagariam multa por atraso.

*1998 – lançamento oficial do site e início das operações para o público. Começaram numa cidade de 10 mil habitantes.

* 2000 – criaram o modelo de assinaturas para dar vazão ao estoque que possuíam. Os clientes pagavam US$ 20 por mês e recebiam quatro filmes na sua casa.

* 2002 – a empresa começou a diversificar seus métodos de entrega, com a instalação de quiosques, construção de novos barracões de estoque e um modelo em que os clientes enviavam filmes uns para os outros

NÃO VIRARAM STARTUPS BILIONÁRIAS EM 1 OU 2 ANOS

2003 foi primeiro ano que a Netflix fechou com mais ganhos que perdas

5 anos após começarem suas operações

Enquanto isto, usaram capital próprio e buscaram investidores para ajuda-los a construir a empresa

TIVERAM CONCORRÊNCIA DE EMPRESA MAIOR E APRENDERAM COM ELA

Vendo que a Netflix estava deslanchando no mercado de vídeo doméstico, que diversos concorrentes estavam surgindo e que a grana que iria girar nesse modelo de negócios era assustadora, a Amazon resolveu entrar na briga. Sua contribuição foi introduzir o conceito de streaming, ou seja, acesso imediato ao conteúdo, sem ter que solicitar o DVD e esperar o correio entregá-lo para você.

Os fundadores da Netflix viram que a sua empresa tinha que entrar nessa onda para não ficar para trás, afinal, este foi o erro da Blockbuster há alguns anos e ele não queria repeti-lo. Assim, pouco mais de 4 meses depois do surgimento da Amazon Video, a Netflix anuncia, em 15 de janeiro de 2007, que também ofereceria o seu conteúdo no formato acesso imediato.

ADAPTAVAM O NEGÓCIO O TEMPO INTEIRO. NÃO ESPERAVAM O MODELO IDEAL PARA FUNCIONAR

* 2007 – streaming gratuito para os assinantes do modelo anterior. “O conteúdo não era tão bom. Mas as pessoas amaram. Porque era de graça”

* de 2008 a 2010 – a empresa se focou em estabelecer parcerias com fabricantes de eletrônicos para que seu conteúdo fosse transmitido em outros dispositivos, como videogames, smartphones, tablets e TVs conectadas

* 2010 – começou a expansão pelo mundo

* 2013 – início das produções próprias

E NÃO PARARAM NUNCA DE RECONHECER OS PROBLEMAS QUE POSSUEM E DE BUSCAR SOLUÇÕES PARA AUMENTAR SEUS RESULTADOS

A empresa reconhece que atualmente grande parte de seus gastos se destina a direitos de distribuição do conteúdo de séries de televisão, programas de animação e filmes.

Na verdade, muitos dos produtos mais populares e aclamados da Netflix são aquisições de outros estúdios, apesar de serem transmitidos como “originais da Netflix”.

E, afirmam em vários canais que estão em busca de soluções para melhorar continuamente os seus resultados.


Agora, porque você ou eu desistiríamos por não ter o modelo escalável desde o primeiro segundo, milhōes de seguidores nas redes sociais, apoio de toda a concorrência, apoio de todos e lucro desde o primeiro dia?

Por que nós precisamos acreditar que o modelo de sucesso é um ponto de partida?

Olha, sério mesmo: se tem uma coisa que é certa é que nossa história e projetos só serão contados se, e somente se, fomos persistentes, porque, quem desiste, só tem uma certeza: nunca mudará a história.

É UMA QUESTÃO DE FOCO. OU VOCÊ TEM OU VOCÊ DESISTE!

VIDA REAL. É NELA QUE AS COISAS ACONTECEM!!!

ENTÃO BORA VIVER E FAZER ACONTECER?